O Lucius Blackworth, da Broken Neck Radio, falou recentemente com o vocalista/guitarrista do CHILDREN OF BODOM, Alexi Laiho. Eles conversaram sobre expectativas das composições, das turnês, a prisão de Randy Blythe do LAMB OF GOD e como isso afeta a eles, sendo uma banda internacional e muito mais.
Você pode ouvir a entrevista, no link da matéria: Clique aqui.
A entrevista encontra-se transcrita e traduzida logo abaixo, confira:
Publicada 14/fevereiro.
Meu nome é Lucius Blackworth, falando da Broken Neck Radio. São 6h30 da manhã onde estou agora e eu realmente não estou acostumado a acordar tão cedo mas te digo uma coisa, cara, estou realmente animadíssimo por estar acordado agora e de ótimo humor porque estou aqui falando com Alexi Laiho, do Children Of Bodom, o guitarrista mestre e vocalista desde o início. É uma honra imensa, cara. Como você está?
Alexi: Estou bem, cara. Indo bem. Estaremos indo para o Canadá amanhã, então estou ansiosíssimo. Faz um tempo desde a última vez que tocamos lá e deverá ser ótimo. Sempre amamos tocar no Canadá, então é ótimo que começaremos por lá e tocaremos em mais cidades do que Montreal e Toronto, que normalmente fazemos.
Lucius: Vocês têm estado bem ocupados promovendo o novo álbum, Halo Of Blood, como tem sido a resposta ao novo álbum até agora?
Alexi: A resposta tem sido ótima, não estou apenas falando, mas realmente tem sido fantástico, pelos fãs e imprensa, no geral. Nós começamos a turnê em junho passado. Basicamente, estivemos na estrada de junho até o fim do ano, até dezembro. Tivemos dois meses de pausa, que eram muito necessários, porque nesta última turnê, foram 10 semanas e meia na Europa. Foi ótimo mas todo mundo estava derrotado e precisávamos de um pequeno intervalo, e agora estamos muito animados para voltar para a estrada. Sim, tudo tem sido bom.
Lucius: Sim, é bom tomar conta de si mesmo de vez em quando.
Alexi: Com certeza. Tem que descansar, recarregar as baterias e essas coisas.
Lucius: Eu tenho que te dizer, vocês foram uma das primeiras bandas de metal que eu realmente gostei e meio que comecei minha carreira musical sendo o tipo de cara grunge-punk e sempre achei que todo metal que eu ouvia era muito agressivo mas não tinha muito ritmo. Quando eu ouvi o Something Wild pela primeira vez, eu não fazia ideia de que metal podia ter uma melodia tão intoxicante e fui conquistado de primeira. Vocês acabaram de lançar seu oitavo álbum de estúdio, Halo Of Blood, o que faz deste álbum especial e o que vocês pretendiam conseguir no estúdio?
Alexi: Bem, toda vez que vamos ao estúdio, é a mesma coisa. Não chegamos lá querendo fazer algo específico ou como queremos soar, um certo estilo de música. Na verdade, eu pego minha guitarra e começo a escrever e tudo que sai naturalmente, é o que será. Tudo sai espontaneamente, nada é realmente planejado com antecedência e sempre foi assim. Nós não nos sentamos e discutimos como devemos soar ou que faremos a seguir. Fazemos o que fazemos, tudo que vem diretamente do coração e é assim que nos mantemos originais e frescos.
Lucius. Muito bem. Parece que falta muito disso no mundo da música hoje em dia. Parece que é tudo planejado quando se chega ao estúdio, todo o processo. Então é muito legal ouvir isso de vocês.
Alexi: Sim. Seria mais fácil escrever tudo antes e apenas chegar e gravar no estúdio, mas a gente não planeja merda nenhuma. Desculpe minha grosseria, mas nós gostamos de ser espontâneos. E, no estúdio, várias ideias surgem e experimentamos muitas coisas diferentes com o teclado e essas coisas. Acredito que é importante deixar que aconteça assim. Deixar as coisas como deveriam ser, uma inspiração instantânea. Tem que deixar espaço para isso também.
Lucius: Tenho várias pessoas aqui que deixaram mensagens para vocês. Minha amiga Emily pediu que eu dissesse que ela ama vocês e que vocês deveriam ficar atentos com ela, porque ela é de Alberta e o povo de lá é insano. Eu conheço várias pessoas que tem histórias da turnê "The Unholy Alliance Tour". Esta foi a primeira vez que eu vi vocês ao vivo, eu tive que dirigir 500 quilômetros em duas horas e meia e valeu a pena, cara. Como foi estar em turnê com o Slayer e Lamb Of God?
Alexi: Foi ótimo. Claro que abrir para o Slayer foi um sonho que virou realidade, sério. Abrimos para eles na América do Norte e fizemos "The Unholy Alliance Tour" na Europa também. Foi muito legal, foi absurdo. Foi a turnê mais divertida que já tivemos. Com o Lamb Of God, já fizemos turnês com eles tantas vezes, então eles são amigos bem próximos e nos divertimos muito com eles também.
Lucius: Agora, sendo uma banda de âmbito internacional, qual a sua opinião sobre o ocorrido de Randy Blythe, ele sendo preso pela morte de um fã em um dos shows? Qual sua opinião sobre isso tudo?
Alexi: Eu fico indignado, repulsivo, por tudo isso. Sério, fico sem palavras. Ele foi jogado na cadeia e ficou lá por um ano. Foi péssimo. Eu nem imaginava que algo desse tipo fosse possível, mas pelo menos ele já saiu e isso é muito bom. Mas isso tudo foi uma loucura, e fico feliz que ele tenha saído. É isso.
Lucius: Sem dúvida, cara. Sendo uma banda internacional, isso afetou as turnês de vocês de alguma forma?
Alexi: Bem, eu vejo algumas diferenças sim. Mais nos festivais que fazemos, os festivais europeus. No contrato normalmente consta que se alguém da plateia ou um terceiro subir ao palco, a banda pode parar de tocar e sair, e ainda ser paga. Então, se alguém subir no palco, a gente deve parar de tocar e sair, justamente para evitar esse tipo de situação.
Lucius: Eu tenho uma pergunta hipotética para você, e depois algumas perguntas de fãs. Então: Se alguma vez a banda acabasse numa floresta ou algum deserto polar depois de um acidente de avião, sem comida, a grande questão que vem à mente: quem vocês comeriam primeiro?
Alexi: (Risos) Acho que eu escolheria o Roope, o guitarrista, porque.. bem, ele é o mais gordo. (Risos)
Lucius: (Risos) Boa resposta, cara. Certo, agora algumas perguntas dos fãs, sinta-se livre para não responder quando quiser. Isso é apenas uma compilação de perguntas feitas por canadenses.
- Como você mantem seu cabelo tão liso e sem frizz?
Alexi: (Risos) Ah, eu não sei. Ele é naturalmente liso. Ele fica com frizz durante o inverno e isso é bem chato, mas eu tenho esse tipo de produto para cabelo com frizz que eu uso durante o inverno.
Lucius: Ótimo, cara. (Risos) Qual o seu álbum e música do Bodom favoritos e porquê?
Alexi: Halo Of Blood, para ambos, porque tem a vibe mais obscura de todos os álbuns e eu amo isso.
Lucius: Muita gente quer saber como você se tornou esse ótimo guitarrista? Você estudou normalmente ou é autodidata e como você consegue cantar e ao mesmo tempo tocar estes riffs loucos e solos? Que tipo de influências afetam sua música?
Alexi: Eu estudei em conservatório por cinco anos para estudar guitarra. Eu gosto de teoria musical e toda essa mentalidade, e antes disso eu havia tocado violino e cresci no meio da música clássica. Basicamente, é questão de muito treino, horas intermináveis treinando. É o único jeito de conseguir. Quando começamos o COB, eu tinha treze anos e queria apenas tocar a guitarra, mas nenhum dos outros caras queria cantar e foi algo do tipo "Foda-se! Quer saber? Vou cantar!". E foi assim que aconteceu. Faço isso desde os treze anos, então é algo que estou bem acostumado a fazer. Dependendo do som, do riff, eu tenho que treinar algumas vezes para sair bom, mas, na maioria das vezes, sai naturalmente.
Lucius: Que tipo de influências você teve no mundo do metal enquanto crescia?
Alexi: Vários guitarrista, obviamente. Os caras do Ozzy: Randy Rhoads, Jake E. Lee e Zakk Wylde. Steve Vai, definitivamente. Eddie Van Halen, Slash.. Mais os caras dos anos 80 mesmo.
Lucius: Legal. Próxima pergunta.. Como você se manteve tão bonito ao longo desses anos?
Alexi: (Risos) Você só pode estar de brincadeira comigo, cara! (Risos) Eu não sei. Eu bebo cerveja e fumo, não sou do tipo saudável. Mas eu nunca levanto da cama até estar escuro lá fora. Não passo muito tempo no Sol, acho que essa seria minha resposta.
Lucius: Que tipo de música você ouve e como vocês conseguem essa performance tão brutal em palco e estúdio?
Alexi: É a vibe toda desse tipo extremo de música. Está em nossos corações desde sempre. Temos sorte de nunca ninguém ter crescido fora desse mundo e ninguém ter desejado fazer outra coisa na vida. Ninguém nunca quis tocar um som alternativo, industrial.. esse tipo de música. Ou pop. Nós amamos metal extremo e vivemos por ele.
Lucius: Como você se sente sobre o atual cenário do metal no mundo e que futuro você vê nele?
Alexi: Eu diria que a situação atual é bem melhor que o cenário do metal de quando começamos. Nosso primeiro álbum saiu no fim dos anos 90, 1997 e toda a cena metal, especialmente o extremo (death/black) era muito limitado. Era praticamente underground e, comparando aos dias de hoje, era muito pequena. Então, hoje obviamente é maior, pelo planeta todo. Onde quer que vá, tem muito fã de metal apreciando este estilo. Isso é ótimo. E não vejo ficando por isso mesmo, acredito que crescerá, porque o metal não é uma tendência, do tipo que vem e vai. Eu acho e gosto de acreditar que o metal está aqui para ficar para sempre.
Lucius: É um dos poucos gêneros de música que parece ser consistente e estável através dos anos e parece não ter fim. Você acha que tem muitas bandas por aí que são expulsas dessas grandes turnês, conforme ganham mais espaço e viajam com grandes nomes, que acabam se perdendo nesse mundo? Você já viu isso?
Alexi: Nunca vi isto, nunca vi acontecer, mas já ouvi falar. Acontece que para nós é muito importante ter respeito pelos headliners, quando se está viajando com outras bandas. Tem que ficar fora do caminho deles, mostrar respeito. Eles são os astros do rock, você só está lá para abrir para eles. E acho que esse tipo de atitude que nos impede de sermos expulsos de turnês.
Lucius: O Children Of Bodom estará passando por Vancouver dia 25 de fevereiro, no Commodore Ballroom. Para onde seguirão depois de Vancouver?
Alexi: Depois de Vancouver, sendo o último show do Canadá, iremos para Seattle e começaremos a viagem pelos EUA.
Lucius: O que vocês desejam cumprir neste ano?
Alexi: Bem, temos muitas turnês pela frente. Depois da América do Norte, temos duas semanas de folga e depois uma longa jornada de 6 a 7 semanas. Primeiro passaremos pela Rússica por uma semana e meia, depois vamos a Israel e Turquia. Seguimos para Austrália e depois faremos alguns shows na Ásia. Iremos a Taiwan, ficaremos dois dias na China e depois viajaremos à América do Sul. Não tenho certeza de quantos países visitaremos lá, mas ela é a próxima parada. Depois disso, temos os festivais da Europa. Após tudo isso, dependendo de algumas coisas, nós talvez façamos mais uma turnê ou começaremos a compor.
Lucius: Muitos músicos ao longo dos anos, especialmente os que começaram tão jovens como vocês, se perderam nesse mundo de sexo, drogas e rock 'n roll de alcoolismo na estrada e coisas do tipo. Você acha que vocês estão tomando mais cuidado com a saúde, levando em consideração que estão na turnê de seu oitavo álbum de estúdio?
Alexi: Sim, com certeza. Não vou mentir, eu me perdi um pouco nesse lance.. ele meio que vem no pacote quando se é um músico em turnê. Diferente de agora, eu defini minhas prioridades, meu trabalho é estar no palco e fazer o melhor show possível, essa é a prioridade número um. Não quero estar no palco de ressaca, não quero que nada de negativo aconteça na minha performance, é por isso que hoje eu pego mais leve na estrada. Fora dela é quando eu me divirto, quando eu bebo e fico louco, essas coisas. Acho muito importante isso. Tenho quase 35 anos, não tenho 20 mais. Quando você se abusa, você sente as consequência no dia seguinte e são dolorosas. Não é como estar aos 20 anos, como eu disse. E estar mal ao entrar no palco é muito ruim. Então decidi pegar leve quando estou na estrada.
Lucius: Qual foi a maior loucura que já aconteceu na estrada?
Alexi: cara, já me perguntaram isso muitas vezes mas ainda não tenho uma resposta para isso. Muitas coisas loucas acontecem ou já aconteceram, então é impossível nomear uma. Sem contar que as coisas mais loucas são as que você não lembra.
Lucius: O que as pessoas devem esperar de um show do Children Of Bodom?
Alexi: Uma festa de heavy metal, o objetivo é se assegurar de que todos se divirtam. Será brutal, será agressivo e muito divertido. É disso que o show se trata.
Lucius: Isso foi ótimo, cara. Mais uma vez, muito obrigado por se juntar a nós hoje. Tenham uma ótima turnê.
Alexi: Sem problema. Agora eu posso voltar para a cama.
Lucius: (Risos) Eu também. Muito obrigado!
Alexi: De nada. Aqui é Alexi do Children Of Bodom e você está ouvindo a Broken Neck Radio. O tipo de metal que te faz pirar!
Traduzido pela Brazilian Hate Crew.
Fonte: Bravewords | COB Facebook
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domingo, 16 de fevereiro de 2014
Alexi Laiho fala com a Broken Neck Radio! (Matéria traduzida)
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Entrevista - Alexi Laiho fala sobre o novo álbum
A esta altura os fãs de CHILDREN OF BODOM ou qualquer pessoa que deu a mínima para os três primeiros álbums da banda (Something Wild, Hatebreeder, Follow The Reaper) antes de eles enveredarem para a sonoridade de Are You Dead Yet? e Blooddrunk, estão cientes que Halo Of Blood, o novo álbum dos finlandeses, tira o chapéu para aqueles bons e velhos tempos. Porém, se você ouvir melhor vai perceber que não é simplesmente o álbum de volta às raízes que tantos seguidores têm esperado e tagarelado a respeito...
"Cada porra de pessoa com quem eu falei sobre o álbum disse que nós definitivamente fomos de volta às raízes e que Halo Of Blood os lembrava de nossos três primeiros álbums" diz o vocalista/guitarrista Alexi Laiho. "Então você não precisa fazer isso; eu já sei (risos)."
Mas não há escapatória ao fato de que CHILDREN OF BODOM deu um passo para trás. Uma ouvida por Hatebreeder ou Follow The Reaper lado a lado com Halo Of Blood oferece muito epaço para comparações, mesmo que algumas das músicas antigas soem surpreendentemente "magrinhas" se comparadas com as novas. Sem ofensa ao legado do COB, é claro, mas valores de produção não mentem.
"Não me ofendi, é claro. Definitivamente há alguma verdade nisso. Pode haver alguns elementos do Bodom old school em Halo Of Blood, mas é um obviamente um som atualizado. Como você disse, há muito mais nele do que em Hatebreeder ou nos outros álbuns. 'All Twisted' é uma música que até eu sinto uma vibe Follow The Reaper, mas é um som atualizado. Nada daquelas merdas foi intencional ou pensada com antecedência. Só veio natural e espontaneamente, como sempre."
"Em certos momentos eu acho que o último álbum foi mais fácil que o anterior," Laiho continua, "mas compor um álbum nunca é fácil, isso é certo. Em algum momento eu sempre dou de cara com uma parede tentando juntar as partes, mas agora quando penso sobre o processo de composição e gravação de Halo Of Blood, desta vez parece que foi um pouco mais suave."
Em uma entrevista anterior, o tecladista Janne Wirman e o baterista Jaska Raatikainen confirmaram que Laiho continua sendo a alma criativa da banda, como sempre, mas quando o assunto é organizar as novas músicas este álbum foi mais um esforço coletivo. Talvez uma das principais razões que que Halo Of Blood saiu do jeito que saiu.
"Talvez, eu não sei", diz Laiho. "Pra mim foi bem como sempre foi. Eu componho tudo, levo as músicas para o espaço de ensaio e nós fazemos jams com elas e juntamos as partes. Eu diria que dessa vez todos falaram ao invés de só dois caras. Talvez essa seja a diferença."
Não há dúvidas que Laiho e seus colegas de banda se superaram com Halo Of Blood, mais pelos novos sabores adicionados ao arsenal Bodom do que pelas fixações familiares. Pegue, por exemplo, os blastbeats de base da faixa título.
"Eu disse ao Jaska que ele teria que fazer blastbeats, então pontos para ele porque ele me disse 'Cara, eu não faço isso há anos.' Mas eu disse a ele 'vamos lá, você é um profissional, você consegue...' e ele conseguiu. Jaska praticou pra caralho e conseguiu fazer tudo em uma semana."
Entre 'Halo Of Blood' e a balada ‘Dead Man’s Hand On You’ - músicas que são muito diferentes entre si e todo o resto do álbum - é de se perguntar de onde a inspiração para as duas veio.
"Essa é uma boa pergunta. Eu não tenho ideia. A música ‘Dead Man’s Hand On You’, eu nem sei como aquilo surgiu. Eu acho que eu vim com o riff principal e decidi que devíamos tentar com guitarras limpas, o que é algo que eu não fazia desde o primeiro álbum. Janne teve a ideia de tocar o piano e acabou se formando um tipo de música suave e super dark. Foi algo totalmente novo para nós então definitivamente foi um desafio, e porra, eu vivo por desafios. Foi incrível fazer isso acontecer e tornar isso acreditável."
É engraçado como as pessoas ficam elogiando Halo Of Blood por ter uma vibe de volta às raízes, mas ainda assim é sempre 'Halo Of Blood' e ‘Dead Man’s Hand On You’ que aparecem nas entrevistas.
"Eu sei (risos). ‘Dead Man’s Hand On You’ é definitivamente uma das minhas faixas favoritas do álbum; a faixa título e essa. Como você disse, todo mundo fala que Halo Of Blood soa como os três primeiros álbuns mas sempre mencionam essas duas músicas."
E um lançamento do Children Of Bodom não seria completo sem alguns covers esperando na manga como bonus tracks ou b-sides. Halo Of Blood tem dois, 'Sleeping In My Car' do Roxette e 'Cruel Summer' do Bananarama, completando com um solo do guitarrista do ANNIHILATOR, Jeff Waters, como convidado. Antiquado para o COB depois de 15 anos no mercado, e e ainda assim nunca fica entediante fazer novos covers.
"Porra, não, e eu acho que isso nunca vai acontecer porque o fato que importa é que nós nos divertimos tanto fazendo os covers," diz Laiho, sem rodeios. "Às vezes tentamos escolher as músicas mais retardadas que conseguimos encontrar, como disco ou algo do tipo, e de novo é um desafio fazer algo assim. Pegar uma música disco e torná-la metal, mas nós queremos fazer soar profissional. É pra ser deivertido, mas não uma piada total."
Halo Of Blood também quebra a tradição de ter capas que são um lixo (ou ao menos questionáveis), que havia nos três últimos álbuns (Are You Dead Yet?, Blooddrunk, Relentless Reckless Forever). Assim como seus colegas de banda, Laiho está completamente satisfeito com o produto final.
"É foda pra caralho (risos). Eu estou realmente feliz com a arte da capa, e eu tenho que dizer isso porque é o novo álbum, mas eu falo sério. Se encaixa perfeitamente com o álbum, e mesmo se você não ouviu o álbum ou não sabe nada sobre CHILDREN OF BODOM, ela definitivamente se destaca e chama sua atenção"
Em um momento de divulgação, a banda estava se preparando para começar a turnê Halo Of Blood pela Europa. O novo álbum, que deu efetivamente um novo lugar na vida ao CHILDREN OF BODOM, é forte o suficiente para garantir ao menos cinco novas músicas no setlist, mas de acordo com Laiho isso não vai acontecer. Ainda não...
"Nós sempre vamos ter que tocar as músicas antigas. Nós não vamos ser uma dessas bandas que cometem o erro de tocar apenas o novo álbum a turnê inteira. Não é isso que os fãs querem ouvir, o que é triste mas é verdade. Eles querem ouvir as coisas antigas. Nós tentamos tocar alguma coisa de cada álbum, e com as músicas novas nós tocamos umas duas para ver como o público reage a elas ao vivo. Depois de uma turnê é seguro dizer quais músicas podemos tirar do set."
Entrevista feita por Carl Begai para o site carlbegai.com
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Compilação das entrevistas com COB de junho/julho/agosto 2013.
Nesta matéria, estão todas as entrevistas feitas pela banda nos meses de junho, julho e agosto, para compensar a não atualização do blog nos últimos tempos.
Enjoy!
Enjoy!
- 12 de junho, 2013: "A banda de Death Metal Children Of Bodom sobre o novo LP, com o cover de Britney Spears."
A Fuse encontrou-se com o Alexi Laiho, frontman da banda de death metal Children of Bodom, para falar do seu novo álbum Halo of Blood e para relembrar do surpreendente pop cover da Britney Spears. Os finlandeses têm oito álbuns lançados, mas foi em 2005, após o lançamento do EP Trashed, Lost & Strungout , que a banda revelou o cover da música "Oops...I Did It Again" da Britney Spears."Bem, é uma boa música, mas é um pouco questionável fazer cover de algo assim," disse Laiho. "Nós queríamos apenas ver o que aconteceria. Mas o engraçado foi que até os que eram contra acabaram gostando." - 28 de junho, 2013: Entrevista de áudio com Alexi Laiho pela Guitar World.
Matéria no site da Guitar World. - 2 de julho, 2013: Children of Bodom entrevistado pela Enorme TV (França).
Episódio dedicado ao Children Of Bodom. - 13 de julho, 2013: Entrevista com Alexi Laiho.
Por Simmons Tobias: "Sentamos para conversar com Alexi Laiho do Children of Bodom sobre o novo álbum, Halo Of Blood, os desafios da turnê nos EUA e suas expectativas sobre o evento World Air Guitar Competition na Finlândia." - 15 de julho, 2013: Groovey.TV entrevista Janne Wirman.
- 18 de julho, 2013: Entrevista com Jaska no Mayhem Festival 2013.
"Confira este vídeo no qual conversamos com Jaska Raatikainen, baterista do Children Of Bodom, sobre os novos covers, a posição nas Top 200 Paradas da Billboard, música nórdica, bandas de influência, festivais em que desejam tocar, tocar ainda aos 50 e 60 anos, turnês e as diferenças entre festivais, e cerveja na América." - 25 de julho, 2013: Sauna Open Air Especial 2013: Children Of Bodom.
MAKEN MUSIIKKINURKKA apresenta o Sauna Special com convidado especial: Children Of Bodom. O evento ocorreu nos dias 8 & 9 de junho, 2013.
Entrevista legendada. - 2 de agosto, 2013: Bloody Disgusting entrevista COB no Mayhem Festival 2013.
Bloody Disgusting conversa com Alexi Laiho no Rockstar Energy Drink Mayhem Festival 2013. - 3 de agosto, 2013: The Front Row Report entrevista Henkka Seppälä no Mayhem Festival 2013.
O baixista do Children of Bodom, Henkka Seppälä, conversa sobre a primeira aparição da banda no Mayhem Festival, durante a turnê nos EUA, compara os festivais europeus e norte-americanos, o quão mais quentes podem ser os festivais norte-americanos, fala sobre o novo álbum "Halo Of Blood" e mais. - 12 de agosto, 2013: Música & Mayhem com John Russel - Gypsy fala com Alexi do COB.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Entrevista com Jaska Raatikainen
Recentemente foi publicada uma
entrevista com Jaska Raatikainen no site Punknews, leia abaixo a tradução:
Existe um debate rolando, sobre se Children of Bodom é
power metal, speed metal, progressive metal, black metal, melodic death
metal... Provavelmente isso não altera o
andamento das coisas, mas como você classificaria se estivesse descrevendo a
banda para alguém que nunca ouviu falar de vocês?
Uh, nós tocamos metal. E é isso.
Diga
uma banda com a qual você nunca tocou, que você adoraria tocar, se tivesse a
chance?
Quando eu era mais novo eu comecei a
tocar bateria por causa do Death. Esse foi o principal motivo que eu comecei a
praticar bastante.
Você
quer dizer que houve uma morte* em sua família? (A palavra “death”
significa morte em inglês)
Não, uma banda chamada Death.
Ah,
uma banda chamada Death.
Sim, desculpe, mas é claro, Guns ‘N
Roses e Metallica... Seria muito legal abrir para o Metallica, seria o sonho de
todos os tempos se tornando realidade. Mas mesmo assim, o Death era uma das
minhas bandas favoritas e ainda é. Infelizmente o compositor morreu, então isso
nunca vai acontecer.
É
verdade que você toca trompa?
Sim.
Não
fique tão encabulado! [risos] Existe um jeito de fazer a trompa soar metal?
Eu acho que não. A parte boa é que eu
tenho uma educação clássica, então se pode dizer que você pode, obviamente,
usar isso bastante. Eu não diria que foi ruim tocar trompa, mas mesmo assim não
era o instrumento certo pra mim, até que eu percebi que a bateria era mais
legal. Mas eu toquei por uns 8 anos, então a uma certa altura eu era realmente
bom.
Você
está na banda desde sua formação, no ínicio dos anos 90. Como você acha que a
banda mudou você ou sua vida nas últimas duas décadas?
Bem, essa turnê está celebrando nosso
15° aniversário.
É
o 15° aniversário desde o seu primeiro álbum?
Desde o primeiro álbum. Essa formação
têm sido a mesma pelos últimos 15 anos, exceto por uma mudança, mas acho que
quando começamos essa banda, obviamente, tínhamos a ambição de levar isso o
quão longe fosse possível. Acho que alcançamos
muito com essa banda e estou muito satisfeito que tudo isso se tornou
realidade e que eu ainda posso fazer isso. É uma parte muito grande da minha
vida, sempre foi e espero que continue a ser pelos próximos 5 ou 10 anos.
15 não?
Bem, sabe como é, você sempre pode
dizer… mais dois álbuns e você pode planejar tanto assim... mas nunca se sabe.
Qual
sua banda ou artista finlandês favorito, que você gostaria que pudesse ser
ouvido por mais americanos ou pessoas ao redor do mundo?
Bem, eu acho que neste momento só
existe uma banda que está em turnê nos EUA chamada Swallow the Sun. Tem um cara
que eu conheço há 15 anos, o baterista,
e ele toca nessa banda, eu acho que essa é uma das bandas mais legais vindas da
Finlândia atualmente e não sei quantas turnês eles fizeram nos EUA, mas acho
que fizeram muitas. Espero que eles se tornem a nova sensação.
Qual
a sua pergunta menos favorita, numa entrevista?
Bem,
são duas. É claro, sobre
nosso nome… de onde vem? E aí você precisa contar a história por trás do nome. E
a outra é se nós fizemos um cover de “The Final Countdown" , do Europe. Mas nós nunca
fizemos. Fizemos tantos
covers, mas não esse. E as pessoas acham que fizemos.
Por
que eles pensariam isso?
Foi feito por uma outra banda
finlandesa, que eu acho que soa um pouco como nós.
Então,
me fale sobre o cruzeiro [7,000 tons of metal]. Deve ter sido bem diferente do
que você está acostumado, em termos de shows.
Foi uma experiência bem interessante.
Eu provavelmente não iria em um cruzeiro pelo Caribe se dependesse de mim, mas
tivemos essa oportunidade de tocar lá e foi bem legal, tempo bom. Foi bem
relaxado. Não havia jeito de se esconder, a não ser se você fosse para sua
cabine.
Vocês
tinham uma suíte?
Sim, nós tínhamos, mas você não pode
passar quatro dias no quarto. Mas os fãs nos respeitaram bastante, então foi
bem divertido. Bandas legais, tempo bom. Nós vimos as ilhas Cayman e foi uma
experiência legal.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Roope Latvala fala com a Metal Storm!
Sendo a turnê norte-americana apelidada de "15° Aniversário", os Children Of Bodom estão atualmente viajando pelo nosso continente com os convidados especiais: Eluveitie, Revocation e Threat Signal. Antes de tocar num show quase esgotado no Gothic Theatre de Englewood, CO, tive a oportunidade de conversar com o guitarrista Roope Latvala.
Birgit: E aí, cara; obrigado por encontrar um tempo para dar essa entrevista e se não se importar, vamos começar com um pouco de história. Você é o membro mais novo da banda, entrando em 2033 após a saída de Alexander. Em poucas palavras, como você conseguiu isso?
Roope: Bem, originalmente, Alexi e eu tocamos numa outra banda juntos chamada Sinergy. Children of Bodom ainda tinha algumas turnês e shows aleatórios chegando quando Alexander saíu e nós decidimos que eu seria o substituto para os shows. Isso foi durante a era Hate Crew Deathroll. E o que aconteceu foi que mais turnês foram marcadas e depois seria tempo de início de gravação de um novo álbum e tudo se encaixou. De certa forma, eu meio que invadi. (risos)
Birgit: Então, a guitarra foi seu primeiro instrumento?
Roope: Eu toquei um pouco de piano quando era bem pequeno e então comecei a tocar violão clássico.
Birgit: Você costumava tocar com guitarras Jackson; foi o fato de unir-se ao Children Of Bodom que te fez mudar para a ESP, considerando que Alexi e Henkka usam a marca e são patrocinados pela mesma?
Roope: Não, eu simplesmente quis mudar. Foi durante aquele tempo que a Jackson foi vendida para a Fender [ed.Jackson/Charvel foi comprada pela Fender Co. no outono de 2002] e as guitarras do Alexi foram roubadas.Os caras do endosso local voltaram-se para a ESP e prometeram que eles realmente podem construir qualquer coisa que eu quiser. Então eu pensei comigo "Porque diabos não?". (risos)
Birgit: Você ainda toca na sua Jackson?
Roope: Sim, de tempos em tempos se tocamos algo do Stone. Eu ainda tenho três Rhandy em casa.
Birgit: Muitas pessoas chamam o Blooddrunk de marco de início de uma era mais thrash da banda, no entanto, na minha opinião, foi Are You Dead Yet?; sendo seu primeiro álbum com a banda. Você acha que sua experiência com o Stone tenha mudado a sonoridade do Children Of Bodom dalí em diante?
Roope: Bem, (pausa) na verdade, sim, mas também posso encontrar muitas semelhanças com o material do Hatebreeder. Há alguns riffs que fica bem claro de onde vieram, para ser bem honesto. (risos)
Birgit: Há alguma chance de reunião do Stone?
Roope: Acredito que não, talvez façamos um show ou dois, mas não conversamos a respeito de lançarmos material novo.
Birgit: Vamos falar de Relentless Reckless Forever um pouco. No cover de "Party All The Time", James-Paul Luna de Holy Grail foi convidado para gravar vocais, o que foi muito surpreendente para mim. Então, como vocês chegaram à decisão de convidar Luna?
Roope: Acho que ele é amigo de Matt Hyde e acontece que ele estava pelo estúdio naquele momento.
Birgit: Sei. Bem, e falando de Matt Hyde; está foi também a primeira vez que vocês trouxeram um produtor externo. Como foi a experiência toda e podemos ficar na expectativa de outro lançamento com ele a bordo?
Roope: Não conversamos sobre produtores e coisas do tipo ainda. Nós temos, na verdade, alguns planos de gravar nosso próximo álbum em nosso próprio local de ensaio, sendo que temos um estúdio completo funcionando lá também. Mas trabalhando com Matt Hyde foi como com Mikko [ed. Karmila]. Ambos são rápidos em como operam, então deu tudo certo. (risos)
Birgit: Sobre o vídeo gravado para "Was It Worth It?"; algum de vocês anda de skate?
Roope: Alexi costumava quando era mais novo e os outros caras praticam um pouco. Mas não, não muito; realmente, não é saudável quebrar ossos. (risos)
Birgit: Eu presumo que esta é a última turnê do Relentless Reckless Forever aqui na América do Norte; sendo assim, vocês já compuseram músicas novas ou fazem isso tudo em casa ou em estúdio?
Roope: Nós fazemos isso em casa. É difícil de compor quando se está em turnê, coisas diferentes acontecendo a cada dia e é difícil de manter o foco. Mas quando esta turnê chegar ao fim, nós começaremos a compor imediatamente.
Birgit: O que vem primeiro numa canção do Children Of Bodom: a música ou a letra e quem são os compositores principais da banda?
Roope: Normalmente, é certamente a música. Eu acho que Alexi já está escrevendo letras mas não sei se acabarão no novo álbum. Nós começamos com um punhado de riffs e depois decidimos como se combinam. Alexi é o compositor principal, mas eu apresentarei um riff ou dois e depois nós o ajeitamos juntos. Nós começamos misturando e depois se torna trabalho de equipe a um certo ponto, acredito.
Birgit: Rapidamente sobre turnês: vocês acabaram de tocar no cruzeiro 70000 Tons of Metal; como foi e que impressão o cruzeiro causou em vocês?
Roope: Ressaca coletiva na certa! (risos) Mas foi divertido tendo várias bandas boas tocando no navio e os fãs também eram ótimos. O tempo estava bom, então só de estar no convés com uma bebida gelada e bons amigos, o que poderia ser melhor?
Birgit: Então, esta foi a primeira vez em que tocaram num cruzeiro?
Roope: Não, nós tocamos em Spinefeast uma vez. Ele parte de Helsinki e viaja até a Estônia; foi um pequeno cruzeiro, por apenas um dia.
Birgit: Esta turnê é de 15° aniversário; quem escolhe o set list? É democrático ou o Alexi é o ditador do que é tocado?
Roope: (risos) É democrático. Mas é duro fazer nosso set list porque sempre há músicas descartadas por causa do tempo de show. Nós estamos realmente bagunçando o set list no momento e nem tenho certeza do que tocaremos hoje. Nós tentamos enfiar algumas antigueiras também. Mas essa coisa toda de 15 anos tem tido uma preocupação exagerada; 15 anos não é tanto assim. (risos)
Birgit: Quantas vezes vocês ensaiam antes de partir para turnês?
Roope: Depende do que tocamos. Para músicas que não tocamos há um bom tempo, nós as ouvimos em casa e praticamos um pouco, para sabermos o que estamos fazendo. (risos)
Birgit: Você prefere tocar num festival ou numa casa de show mais íntima; e porquê?
Roope: Eu gosto de casas de tamanho médio. Parece ter uma acústica melhor e, geralmente, uma atmosfera melhor no ambiente. Mas festivais também são legais, os de verão.
Birgit: Vocês estão equipando seu backline aqui nos EUA agora;
Roope: Sim, finalmente. Deveríamos ter feito isso há muito tempo; frete custa muito dinheiro.
Birgit: Então que equipamentos vocês trazem da Finlândia, que não sejam guitarras e talvez pratos?
Roope: É isso, coisas pessoais que você precisa ter. Mas os amplificadores e bumbos, pelo menos a armação e coisas do tipo, estão todos aqui nos EUA. E nós temos camarins da ENGL agora, então é bom mantê-los aqui.
Birgit: Então, com certeza, facilita a viagem. Agora, algumas especulações e perguntas finais para fechar; faz um tempinho que vocês lançaram um DVD; algum plano para um DVD ao vivo?
Roope: Havia, mas agora o plano está enterrado e eu não sei quando e onde.
Birgit: Havia boatos sobre um photobook; isso já foi publicado?
Roope: Acho que não, mas deveria ser publicado neste mês. Deveria ter sido há uns meses atrás, mas não sei o que aconteceu.
Birgit: Foi ideia de quem lançar o app "Mobile Backstage", o rótulo, a gestão?
Roope: Eu acho que o Henkka tem sido bem ativo nisso. Eu esqueci que o tínhamos, acho que preciso realmente checar isso. (risos)
Birgit: Você acha que este é futuro de interação com os fãs comparado aos velhos message board e newsletters?
Roope: Poderia ser. Temos uma página no Facebook bem ativa e estou maravilhado com a quantidade de pessoas que nos segue, um milhão e meio ou mais. E quando escrevemos algo e não checamos por um tempinhos, é foda; voltamos e já tem 500 comentários. (risos)
Então, sim, por um lado, eu acho que redes sociais são o futuro e podem instantaneamente compartilhar coisas com muitas pessoas.
Birgit: Falando de seus fãs: jovens, velhos, homens, mulheres; quais são as principais diferenças de tocar aqui comparado à Europa e o resto do mundo, neste aspecto?
Roope: Não sei. Acho que são os mesmos em todo mundo, jovens educados do heavy metal, sabe. Mas é diferente em cada cidade.
Birgit: Então, onde você acha que tem a maior base de fãs? Ouvi dizer que tocar na América do Sul é louco.
Roope: Com certeza é, mas também aqui, especialmente nas grandes cidades, como Nova Iorque e Los Angeles. E Montreal sempre foi bom para nós; é uma cidade heavy metal ótimo, assim como Toronto. E claro há lugares que sempre vendem bem, como Paris e claro os shows na cidade natal são sempre ótimos.
Birgit: E sobre a Alemanha? Seu último álbum ficou em 20° lugar lá.
Roope: É um pouco devagar lá. A Universal da Alemanha não é tão interessada em nós assim, então temos sim alguns poucos lugares que não nos recebem tão bem no momento. Mas, evidentemente, é sempre ótimo tocar na Alemanha. Porém, eles conseguem muitas bandas para tocarem lá e eles sempre têm várias turnês lá e festivais acontecendo; sei não se estão sendo um pouco mimados, de certa forma. (risos)
Um tempo atrás tocamos no território leste, como Bucareste e Sofia, e aquilo foi surpreendentemente ótimo. Gosto de conhecer lugares novos e temos uma base de fãs ótima lá.
Birgit: Então qual o próximo passo do Children Of Bodom depois desta turnê?
Roope: Gravações e também outros Festivais de Verão, maioria começando do fim de Maio em diante.
Birgit: Irão tocar no Bloodstock?
Roope: Não, acho que Bloodstock não seja um deles; Graspop com certeza e vários outros, mas sem Wacken esse ano. Felizmente, pegaremos a abertura do Roskilde Festival, pois sempre quis fazer isto.
Birgit: Então, seria certo supor que da próxima vez que vierem pra cá será após o lançamento do próximo álbum?
Roope: Bem, digamos que talvez. Definitivamente, voltaremos mas não sei quando.
Birgit: Que bom, então talvez possamos ter a esperança de que vocês voltem mais cedo ao invés de mais tarde. Bem, é isso, obrigado de novo por ceder um pouco do seu tempo para sentar-se comigo.
Fonte: Metal Storm | Facebook
Birgit: E aí, cara; obrigado por encontrar um tempo para dar essa entrevista e se não se importar, vamos começar com um pouco de história. Você é o membro mais novo da banda, entrando em 2033 após a saída de Alexander. Em poucas palavras, como você conseguiu isso?
Roope: Bem, originalmente, Alexi e eu tocamos numa outra banda juntos chamada Sinergy. Children of Bodom ainda tinha algumas turnês e shows aleatórios chegando quando Alexander saíu e nós decidimos que eu seria o substituto para os shows. Isso foi durante a era Hate Crew Deathroll. E o que aconteceu foi que mais turnês foram marcadas e depois seria tempo de início de gravação de um novo álbum e tudo se encaixou. De certa forma, eu meio que invadi. (risos)
Birgit: Então, a guitarra foi seu primeiro instrumento?
Roope: Eu toquei um pouco de piano quando era bem pequeno e então comecei a tocar violão clássico.
Birgit: Você costumava tocar com guitarras Jackson; foi o fato de unir-se ao Children Of Bodom que te fez mudar para a ESP, considerando que Alexi e Henkka usam a marca e são patrocinados pela mesma?
Roope: Não, eu simplesmente quis mudar. Foi durante aquele tempo que a Jackson foi vendida para a Fender [ed.Jackson/Charvel foi comprada pela Fender Co. no outono de 2002] e as guitarras do Alexi foram roubadas.Os caras do endosso local voltaram-se para a ESP e prometeram que eles realmente podem construir qualquer coisa que eu quiser. Então eu pensei comigo "Porque diabos não?". (risos)
Birgit: Você ainda toca na sua Jackson?
Roope: Sim, de tempos em tempos se tocamos algo do Stone. Eu ainda tenho três Rhandy em casa.
Birgit: Muitas pessoas chamam o Blooddrunk de marco de início de uma era mais thrash da banda, no entanto, na minha opinião, foi Are You Dead Yet?; sendo seu primeiro álbum com a banda. Você acha que sua experiência com o Stone tenha mudado a sonoridade do Children Of Bodom dalí em diante?
Roope: Bem, (pausa) na verdade, sim, mas também posso encontrar muitas semelhanças com o material do Hatebreeder. Há alguns riffs que fica bem claro de onde vieram, para ser bem honesto. (risos)
Birgit: Há alguma chance de reunião do Stone?
Roope: Acredito que não, talvez façamos um show ou dois, mas não conversamos a respeito de lançarmos material novo.
Birgit: Vamos falar de Relentless Reckless Forever um pouco. No cover de "Party All The Time", James-Paul Luna de Holy Grail foi convidado para gravar vocais, o que foi muito surpreendente para mim. Então, como vocês chegaram à decisão de convidar Luna?
Roope: Acho que ele é amigo de Matt Hyde e acontece que ele estava pelo estúdio naquele momento.
Birgit: Sei. Bem, e falando de Matt Hyde; está foi também a primeira vez que vocês trouxeram um produtor externo. Como foi a experiência toda e podemos ficar na expectativa de outro lançamento com ele a bordo?
Roope: Não conversamos sobre produtores e coisas do tipo ainda. Nós temos, na verdade, alguns planos de gravar nosso próximo álbum em nosso próprio local de ensaio, sendo que temos um estúdio completo funcionando lá também. Mas trabalhando com Matt Hyde foi como com Mikko [ed. Karmila]. Ambos são rápidos em como operam, então deu tudo certo. (risos)
Birgit: Sobre o vídeo gravado para "Was It Worth It?"; algum de vocês anda de skate?
Roope: Alexi costumava quando era mais novo e os outros caras praticam um pouco. Mas não, não muito; realmente, não é saudável quebrar ossos. (risos)
Birgit: Eu presumo que esta é a última turnê do Relentless Reckless Forever aqui na América do Norte; sendo assim, vocês já compuseram músicas novas ou fazem isso tudo em casa ou em estúdio?
Roope: Nós fazemos isso em casa. É difícil de compor quando se está em turnê, coisas diferentes acontecendo a cada dia e é difícil de manter o foco. Mas quando esta turnê chegar ao fim, nós começaremos a compor imediatamente.
Birgit: O que vem primeiro numa canção do Children Of Bodom: a música ou a letra e quem são os compositores principais da banda?
Roope: Normalmente, é certamente a música. Eu acho que Alexi já está escrevendo letras mas não sei se acabarão no novo álbum. Nós começamos com um punhado de riffs e depois decidimos como se combinam. Alexi é o compositor principal, mas eu apresentarei um riff ou dois e depois nós o ajeitamos juntos. Nós começamos misturando e depois se torna trabalho de equipe a um certo ponto, acredito.
Birgit: Rapidamente sobre turnês: vocês acabaram de tocar no cruzeiro 70000 Tons of Metal; como foi e que impressão o cruzeiro causou em vocês?
Roope: Ressaca coletiva na certa! (risos) Mas foi divertido tendo várias bandas boas tocando no navio e os fãs também eram ótimos. O tempo estava bom, então só de estar no convés com uma bebida gelada e bons amigos, o que poderia ser melhor?
Birgit: Então, esta foi a primeira vez em que tocaram num cruzeiro?
Roope: Não, nós tocamos em Spinefeast uma vez. Ele parte de Helsinki e viaja até a Estônia; foi um pequeno cruzeiro, por apenas um dia.
Birgit: Esta turnê é de 15° aniversário; quem escolhe o set list? É democrático ou o Alexi é o ditador do que é tocado?
Roope: (risos) É democrático. Mas é duro fazer nosso set list porque sempre há músicas descartadas por causa do tempo de show. Nós estamos realmente bagunçando o set list no momento e nem tenho certeza do que tocaremos hoje. Nós tentamos enfiar algumas antigueiras também. Mas essa coisa toda de 15 anos tem tido uma preocupação exagerada; 15 anos não é tanto assim. (risos)
Birgit: Quantas vezes vocês ensaiam antes de partir para turnês?
Roope: Depende do que tocamos. Para músicas que não tocamos há um bom tempo, nós as ouvimos em casa e praticamos um pouco, para sabermos o que estamos fazendo. (risos)
Birgit: Você prefere tocar num festival ou numa casa de show mais íntima; e porquê?
Roope: Eu gosto de casas de tamanho médio. Parece ter uma acústica melhor e, geralmente, uma atmosfera melhor no ambiente. Mas festivais também são legais, os de verão.
Birgit: Vocês estão equipando seu backline aqui nos EUA agora;
Roope: Sim, finalmente. Deveríamos ter feito isso há muito tempo; frete custa muito dinheiro.
Birgit: Então que equipamentos vocês trazem da Finlândia, que não sejam guitarras e talvez pratos?
Roope: É isso, coisas pessoais que você precisa ter. Mas os amplificadores e bumbos, pelo menos a armação e coisas do tipo, estão todos aqui nos EUA. E nós temos camarins da ENGL agora, então é bom mantê-los aqui.
Birgit: Então, com certeza, facilita a viagem. Agora, algumas especulações e perguntas finais para fechar; faz um tempinho que vocês lançaram um DVD; algum plano para um DVD ao vivo?
Roope: Havia, mas agora o plano está enterrado e eu não sei quando e onde.
Birgit: Havia boatos sobre um photobook; isso já foi publicado?
Roope: Acho que não, mas deveria ser publicado neste mês. Deveria ter sido há uns meses atrás, mas não sei o que aconteceu.
Birgit: Foi ideia de quem lançar o app "Mobile Backstage", o rótulo, a gestão?
Roope: Eu acho que o Henkka tem sido bem ativo nisso. Eu esqueci que o tínhamos, acho que preciso realmente checar isso. (risos)
Birgit: Você acha que este é futuro de interação com os fãs comparado aos velhos message board e newsletters?
Roope: Poderia ser. Temos uma página no Facebook bem ativa e estou maravilhado com a quantidade de pessoas que nos segue, um milhão e meio ou mais. E quando escrevemos algo e não checamos por um tempinhos, é foda; voltamos e já tem 500 comentários. (risos)
Então, sim, por um lado, eu acho que redes sociais são o futuro e podem instantaneamente compartilhar coisas com muitas pessoas.
Birgit: Falando de seus fãs: jovens, velhos, homens, mulheres; quais são as principais diferenças de tocar aqui comparado à Europa e o resto do mundo, neste aspecto?
Roope: Não sei. Acho que são os mesmos em todo mundo, jovens educados do heavy metal, sabe. Mas é diferente em cada cidade.
Birgit: Então, onde você acha que tem a maior base de fãs? Ouvi dizer que tocar na América do Sul é louco.
Roope: Com certeza é, mas também aqui, especialmente nas grandes cidades, como Nova Iorque e Los Angeles. E Montreal sempre foi bom para nós; é uma cidade heavy metal ótimo, assim como Toronto. E claro há lugares que sempre vendem bem, como Paris e claro os shows na cidade natal são sempre ótimos.
Birgit: E sobre a Alemanha? Seu último álbum ficou em 20° lugar lá.
Roope: É um pouco devagar lá. A Universal da Alemanha não é tão interessada em nós assim, então temos sim alguns poucos lugares que não nos recebem tão bem no momento. Mas, evidentemente, é sempre ótimo tocar na Alemanha. Porém, eles conseguem muitas bandas para tocarem lá e eles sempre têm várias turnês lá e festivais acontecendo; sei não se estão sendo um pouco mimados, de certa forma. (risos)
Um tempo atrás tocamos no território leste, como Bucareste e Sofia, e aquilo foi surpreendentemente ótimo. Gosto de conhecer lugares novos e temos uma base de fãs ótima lá.
Birgit: Então qual o próximo passo do Children Of Bodom depois desta turnê?
Roope: Gravações e também outros Festivais de Verão, maioria começando do fim de Maio em diante.
Birgit: Irão tocar no Bloodstock?
Roope: Não, acho que Bloodstock não seja um deles; Graspop com certeza e vários outros, mas sem Wacken esse ano. Felizmente, pegaremos a abertura do Roskilde Festival, pois sempre quis fazer isto.
Birgit: Então, seria certo supor que da próxima vez que vierem pra cá será após o lançamento do próximo álbum?
Roope: Bem, digamos que talvez. Definitivamente, voltaremos mas não sei quando.
Birgit: Que bom, então talvez possamos ter a esperança de que vocês voltem mais cedo ao invés de mais tarde. Bem, é isso, obrigado de novo por ceder um pouco do seu tempo para sentar-se comigo.
Fonte: Metal Storm | Facebook
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Alexi Laiho, "Sim, quebrei meu ombro jogando boliche."
Foto por Jussi Hyttinen
O Children of Bodom formou-se em 1993 na cidade finlandesa de Espoo. O guitarrista líder e vocalista Alexi Laiho e o baterista Jaska Raatikainen formaram a banda por volta de seus 14 anos de idade sob o nome de Inearthed. No momento em que o grupo acabava de lançar seu álbum de estreia, o Something Wild (1997), a banda já havia preenchido sua formação e mudado seu nome para Children Of Bodom, uma referência ao infame assassinato de 1960 de crianças na região do Lago Bodom, perto de onde a banda cresceu.
Apesar de frequentemente rotulados de black metal, a música do Children Of Bodom beira seu parente sônico mais próximo, o death metal melódico, que surgiu em Gothenburg, na Suécia, um punhado de anos antes do Bodom se juntar.
Nós falamos recentemente com Laiho, que havia acordado para a longa noite que vinha pela frente ao palco e discutimos seus últimos anos na música, sua profunda admiração pelos vários guitarristas de Ozzy e do acidente de boliche que o tirou de comissão por um breve momento há alguns anos atrás.
Westworld: Você aprendeu a tocar vários estilos diferentes de música crescendo. Como você se envolveu com o heavy metal?
Alexi Laiho: Eu comecei tocando violino quando tinha sete anos, então havia muita música clássica envolvida nisso. Minha irmã mais velha começou a ouvir hard rock e heavy metal e isso me atraiu de imediato. Quando eu era bem pequeno, ouvia as fitas dela. E me tornei fã do estilo.
Quais foram os guitarristas inspiradores para você enquanto desenvolvia seu próprio estilo?
Sabe, os caras que tocaram para Ozzy como Randy Rhoads, Jake E. Lee e Zack Wylde. E outros como Steve Vai, Yngwie Malmsteen, Paul Gilbert. Caras como eles.
Porque os guitarristas do Ozzy foram tão influentes sobre você? Parece que você tem uma afinidade especial por eles.
Eles pareciam ter mais personalidade em seu tocar. Todos tinham estilos diferentes, mas havia algo especial neles.
Há guitarristas hoje que você respeite muito?
Ah, sim. Não que eu me lembre de muitos agora. No entando, Jeff Loomis, que tocava para o Nevermore - ele é muito foda.
Que guitarras específicas você gosta mais de tocar e porque estas guitarras?
Ah, eu tenho um modelo assinado por mim para a ESP. É o mesmo formato com que Randy Rhoads tocava. É bem simples. Tem um único captador, alavanca (whammy bar) e vinte-e-quatro trastes. Toca bem então o que não gostar nela?
O que sobre os assassinatos do Lago Bodom inspirou vocês quanto à criação do nome da banda?
Foi apenas pelo fato de termos crescido perto desse lago onde tudo ocorreu e tinhamos que mudar o nome da banda para o primeiro álbum.
Quando vocês começaram, como era estar numa banda na Finlândia?
Era mais no cenário underground. Black metal, death metal e e coisas do tipo. A cena da qual fazíamos parte... não era fácil conseguir um show, e você tinha que realmente estar lá fora implorando para cada porra de bar para tocar ou abrir para alguma banda. Então sim, era bem desagradável. Eu quero dizer que era bem duro, mas não nos impediu. Nós queríamos progredir e faríamos de tudo para conseguir um contrato de gravação e depois de anos tocando em bares sujos e coisas do tipo, nós acabamos conseguindo um contrato. Foi um trabalho duro, mas valeu a pena.
Vocês tocaram fora da Finlândia logo?
Sim, depois que o primeiro álbum saiu, fizemos nossa primeira turnê europeia abrindo para Hypocrisy e Covenant.Foi mais na Alemanha e Europa Ocidental. Aquilo foi incrível e naquele momento parecia algo tão grande.
Como você conseguiu se machucar o suficiente naquele acidente no boliche para ficar fora da comissão em 2007 por um curto período?
Eu não sei, cara, eu estava completamente desgastado e estávamos jogando boliche com amigos. Eu escorreguei e de alguma forma dei um 180° no ar e atterizei com meu ombro. O que provavelmente me faz parecer o maior idiota em todo o mundo, mas sim, eu quebrei meu ombro jogando boliche.
Quando li sobre isso, eu duvidei.
É, cara. Acreditando ou não, foi pra valer.
Sua banda parece estar de turnê constantemente. Qual o aspecto mais desafiador disso e o que te realiza mais?
Obviamente, a parte de tocar. Para mim, é o modo de vida perfeito. Nós viajamos o tempo todo, e é uma cidade diferente toda noite e pessoas diferentes e vidas diferentes, então eu gosto disso. Eu tenho dificuldade em ficar parado de qualquer forma, então se encaixa comigo bem. Pode ser muito divertido e rola muita festa, mas quando você faz isso durante um ano e meio sem um intervalo decente, acaba cansando. Você começa a ver o desgaste, especialmente quando você precisa pegar voos para todo lugar ou como quando você está na África do Sul ou Ásia e eles não têm ônibus de excursão, de verdade, então se perde muito sono. Coisas com estas. Podem definitivamente botá-lo pra baixo e definitivamente não é pra qualquer um.
Que vídeo games você tem gostado de jogar ultimamente e quais são seus favoritos?
Eu gosto de GTA, mas geralmente de jogos de corrida e eu gostei de jogos do tipo Resident Evil ou Silent Hill. Mas eu não comprei nada novo recenetemente, então preciso checar o que tá circulando por aí.
No seu website você lista alguns de seus álbuns favoritos de todos os tempos. Porque você inclui o álbum Tribute de Ozzy Osbourne?
É meu favorito álbum de Ozzy e foi o primeiro álbum que ouvi na vida. Eu tinha que aprender "Crazy Train" para um negócio na escola de música que eu estava indo. Eu nunca tinha escutado Ozzy antes. Eu tinha escutado Yngwie Malmsteen e coisas do tipo, mas não sabia quem Randy Rhoads era. Quando ouvi o álbum, era incrível demais. Sabe, a guitarra e boas músicas e toda a vibe daquele álbum, a coisa toda ao vivo. É bem intenso.
Você foi à escola de música. Você teve liberdade no que aprendia a tocar, ou tinha um regime de educação restrito envolvido?
Quando fui à escola de música, era mais jazz e essas coisas que eu estava aprendendo e transcrição musical. Merdas como essas.
Quando você está na sua casa na Finlândia, as pessoas geralmente sabem dizer quem você é na rua?
Bem, sim. Tento fazer meu trabalho em paz, mas eu diria que na Finlândia os não-metallers saberiam quem eu sou.
O que as pessoas de lá geralmente pensam de alguém que vive de música?
A maioria das pessoas respeitam o que faço para viver. Claro que é no sentido de ter a coragem de abandonar a escola e fazer algo que você ama. É verdade que nem todos fazem o que amam para viver.
Qual é o mais incomum ou interessante lugar em que já tocou em sua carreira?
Há tantos países, é difícil escolher apenas um. Eu não sei, cara, o planeta inteiro. Não tocamos no Alasca ainda e nem estive por lá, então seria legal.
Esta entrevista foi realizada logo antes do show que ocorreu no Gothic Theatre - 07 de Fevereiro, na Broadway Street com Eluveitie, Revocation e Threat signal.
Apesar de frequentemente rotulados de black metal, a música do Children Of Bodom beira seu parente sônico mais próximo, o death metal melódico, que surgiu em Gothenburg, na Suécia, um punhado de anos antes do Bodom se juntar.
Nós falamos recentemente com Laiho, que havia acordado para a longa noite que vinha pela frente ao palco e discutimos seus últimos anos na música, sua profunda admiração pelos vários guitarristas de Ozzy e do acidente de boliche que o tirou de comissão por um breve momento há alguns anos atrás.
Westworld: Você aprendeu a tocar vários estilos diferentes de música crescendo. Como você se envolveu com o heavy metal?
Alexi Laiho: Eu comecei tocando violino quando tinha sete anos, então havia muita música clássica envolvida nisso. Minha irmã mais velha começou a ouvir hard rock e heavy metal e isso me atraiu de imediato. Quando eu era bem pequeno, ouvia as fitas dela. E me tornei fã do estilo.
Quais foram os guitarristas inspiradores para você enquanto desenvolvia seu próprio estilo?
Sabe, os caras que tocaram para Ozzy como Randy Rhoads, Jake E. Lee e Zack Wylde. E outros como Steve Vai, Yngwie Malmsteen, Paul Gilbert. Caras como eles.
Porque os guitarristas do Ozzy foram tão influentes sobre você? Parece que você tem uma afinidade especial por eles.
Eles pareciam ter mais personalidade em seu tocar. Todos tinham estilos diferentes, mas havia algo especial neles.
Há guitarristas hoje que você respeite muito?
Ah, sim. Não que eu me lembre de muitos agora. No entando, Jeff Loomis, que tocava para o Nevermore - ele é muito foda.
Que guitarras específicas você gosta mais de tocar e porque estas guitarras?
Ah, eu tenho um modelo assinado por mim para a ESP. É o mesmo formato com que Randy Rhoads tocava. É bem simples. Tem um único captador, alavanca (whammy bar) e vinte-e-quatro trastes. Toca bem então o que não gostar nela?
O que sobre os assassinatos do Lago Bodom inspirou vocês quanto à criação do nome da banda?
Foi apenas pelo fato de termos crescido perto desse lago onde tudo ocorreu e tinhamos que mudar o nome da banda para o primeiro álbum.
Quando vocês começaram, como era estar numa banda na Finlândia?
Era mais no cenário underground. Black metal, death metal e e coisas do tipo. A cena da qual fazíamos parte... não era fácil conseguir um show, e você tinha que realmente estar lá fora implorando para cada porra de bar para tocar ou abrir para alguma banda. Então sim, era bem desagradável. Eu quero dizer que era bem duro, mas não nos impediu. Nós queríamos progredir e faríamos de tudo para conseguir um contrato de gravação e depois de anos tocando em bares sujos e coisas do tipo, nós acabamos conseguindo um contrato. Foi um trabalho duro, mas valeu a pena.
Vocês tocaram fora da Finlândia logo?
Sim, depois que o primeiro álbum saiu, fizemos nossa primeira turnê europeia abrindo para Hypocrisy e Covenant.Foi mais na Alemanha e Europa Ocidental. Aquilo foi incrível e naquele momento parecia algo tão grande.
Como você conseguiu se machucar o suficiente naquele acidente no boliche para ficar fora da comissão em 2007 por um curto período?
Eu não sei, cara, eu estava completamente desgastado e estávamos jogando boliche com amigos. Eu escorreguei e de alguma forma dei um 180° no ar e atterizei com meu ombro. O que provavelmente me faz parecer o maior idiota em todo o mundo, mas sim, eu quebrei meu ombro jogando boliche.
Quando li sobre isso, eu duvidei.
É, cara. Acreditando ou não, foi pra valer.
Sua banda parece estar de turnê constantemente. Qual o aspecto mais desafiador disso e o que te realiza mais?
Obviamente, a parte de tocar. Para mim, é o modo de vida perfeito. Nós viajamos o tempo todo, e é uma cidade diferente toda noite e pessoas diferentes e vidas diferentes, então eu gosto disso. Eu tenho dificuldade em ficar parado de qualquer forma, então se encaixa comigo bem. Pode ser muito divertido e rola muita festa, mas quando você faz isso durante um ano e meio sem um intervalo decente, acaba cansando. Você começa a ver o desgaste, especialmente quando você precisa pegar voos para todo lugar ou como quando você está na África do Sul ou Ásia e eles não têm ônibus de excursão, de verdade, então se perde muito sono. Coisas com estas. Podem definitivamente botá-lo pra baixo e definitivamente não é pra qualquer um.
Que vídeo games você tem gostado de jogar ultimamente e quais são seus favoritos?
Eu gosto de GTA, mas geralmente de jogos de corrida e eu gostei de jogos do tipo Resident Evil ou Silent Hill. Mas eu não comprei nada novo recenetemente, então preciso checar o que tá circulando por aí.
No seu website você lista alguns de seus álbuns favoritos de todos os tempos. Porque você inclui o álbum Tribute de Ozzy Osbourne?
É meu favorito álbum de Ozzy e foi o primeiro álbum que ouvi na vida. Eu tinha que aprender "Crazy Train" para um negócio na escola de música que eu estava indo. Eu nunca tinha escutado Ozzy antes. Eu tinha escutado Yngwie Malmsteen e coisas do tipo, mas não sabia quem Randy Rhoads era. Quando ouvi o álbum, era incrível demais. Sabe, a guitarra e boas músicas e toda a vibe daquele álbum, a coisa toda ao vivo. É bem intenso.
Você foi à escola de música. Você teve liberdade no que aprendia a tocar, ou tinha um regime de educação restrito envolvido?
Quando fui à escola de música, era mais jazz e essas coisas que eu estava aprendendo e transcrição musical. Merdas como essas.
Quando você está na sua casa na Finlândia, as pessoas geralmente sabem dizer quem você é na rua?
Bem, sim. Tento fazer meu trabalho em paz, mas eu diria que na Finlândia os não-metallers saberiam quem eu sou.
O que as pessoas de lá geralmente pensam de alguém que vive de música?
A maioria das pessoas respeitam o que faço para viver. Claro que é no sentido de ter a coragem de abandonar a escola e fazer algo que você ama. É verdade que nem todos fazem o que amam para viver.
Qual é o mais incomum ou interessante lugar em que já tocou em sua carreira?
Há tantos países, é difícil escolher apenas um. Eu não sei, cara, o planeta inteiro. Não tocamos no Alasca ainda e nem estive por lá, então seria legal.
Esta entrevista foi realizada logo antes do show que ocorreu no Gothic Theatre - 07 de Fevereiro, na Broadway Street com Eluveitie, Revocation e Threat signal.
Por Tom Murphy
Fonte: Denver Westworld | Facebook
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Entrevista com a Rock Brigade em 2001
Em março de 2001, foi realizada uma entrevista pela Revista Rock Brigade com os finlandeses do Children Of Bodom, logo após o lançamento do sucesso "Follow The Reaper"- o qual foi recentemente eleito como sendo o "Melhor Álbum dos Anos 2000".
Como é uma entrevista inédita, é interessante explorar o cenário de evolução da banda dentro do Brasil.
Rock Brigade: Ano 19 - Março/2011 - N°176 - www.rockbrigade.com.br
Como é uma entrevista inédita, é interessante explorar o cenário de evolução da banda dentro do Brasil.
Rock Brigade: Ano 19 - Março/2011 - N°176 - www.rockbrigade.com.br
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Fonte: Rock Brigade
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Entrevista com Alexi Laiho
Alexi Laiho concedeu uma entrevista a Scott Smith, do site australiano May The Rock Be With You. Leia abaixo alguns trechos da entrevista.
Hey Alexi, obrigado por tirar um tempo para conversar. Então, em que lugar do mundo você está hoje?
Estou ligando de Helsinki, do escritório da Spinefarm.
E está começando a esfriar aí?
Ah cara, é uma bosta, está frio, chuvoso e absolutamente deprimente!
Este ano você ou esteve ou vai estar em turnê em lugares como Rússia, Israel, Indonésia, Japão, México e, obviamente, Austrália; você certamente está dando a volta ao mundo!
Sim, na verdade temos por vir datas na Indonésia, Singapura e Filipinas, e depois África do Sul. Temos algumas datas na América do Sul também, então é definitivamente animador atingir lugares novos e não fazer sempre a mesma bosta.
Você acha que, com este álbum em particular, portas foram abertas nestes outros mercados?
Bom, dado que cobrimos a Europa e os Estados Unidos muito bem e fizemos uma tour no Japão, que basicamente são os mercados mais importantes para nós, agora é o momento perfeito para fazer o resto do mundo. Na verdade marcamos muitas datas no Reino Unido desta vez. Os shows foram um pouco maiores do que antes, então foi muito legal, com as coisas finalmente dando retorno por lá também.
Falando em Reino Unido, este ano vocês tocaram no Download festival e depois também no Wacken, na Alemanha. O que você acha de tocar nesses festivais grandes ao invés de fazer suas próprias turnês?
É uma vibração tão diferente, realmente não dá pra comparar os dois. Se eu tivesse que escolher eu preferiria um show bem insano numa boate, ao invés de algo num local aberto. Mas, de novo, existem os lados positivos de tocar em festivais, obviamente as multidões são maiores, e em geral é muito divertido tocar em festivais por haver tantas bandas, e algumas delas você não tem a chance de assistir com muita frequência.
Viajando o mundo como você viaja, você tem uma noção de que tipo de pessoa os fãs de Children Of Bodom em geral parecem ser?
Bom, é engraçado, porque nosso público é tão variado. Temos um bando de motociclistas cinquentões e também temos crianças com menos de 10 anos de idade que vêm ao show com seus pais! O que eu acho que é muito legal, não temos apenas uma faixa etária vindo aos nossos shows. O que eu notei nas turnês esse ano é que há muitas crianças mais novas agora no público do que costumava haver. O que eu acho que é algo bom, ao menos significa que muitos jovens de hoje gostam de metal.
Então o que podemos esperar para o setlist aqui na Austrália, vai ser bem parecido com o que vocês têm feito em turnê até agora este ano?
Bom, basicamente sempre tentamos tocar coisas de cada álbum, mas precisamos tocar coisas do álbum novo também, talvez quatro ou cinco músicas. Nós ainda não decidimos na verdade qual será o set list ainda, mas vamos começar a ensaiar em breve.
Pessoalmente, quais têm sido as suas músicas favoritas para tocar do álbum novo?
Bom, pela resposta do público, Shovel Knockout é quando geralmente o público enlouquece, e também Roundtrip To Hell And Back; essas duas faixas vêm na sequência e é um bom contraste porque ela tem um bpm mais lento, mas mesmo assim é pesada.
Relentless Reckless Forever foi lançado há seis meses; no geral, você está feliz com a resposta dos fãs ao álbum?
Tem sido realmente maravilhoso, de verdade. Eu ouvi apenas boas respostas, mas não é como se as pessoas fossem chegar na sua cara e dizer “cara, o álbum é uma bosta!”. Quer dizer, eles fazem isso na internet, mas normalmente eu não vou no nosso website nem olho nada na internet porque eu não gosto desse tipo de coisa. Mas tudo o que eu vi, tem sido bem positivo.
Considerando todo o processo de escrever e gravar este álbum, você diria que foi provavelmente o mais difícil ou mais divertido, qual a sensação agora quando você lembra?
Foi ambos. Definitivamente foi duro porque tivemos menos tempo no estúdio do que constumávamos ter. Tomamos um pouco mais de tempo na composição das músicas e trabalhamos com um produtor desta vez, o que foi novo para nós. Ele era um bom cara, Matt Hyde, ele se assegurou que as engrenagens estivessem se movendo e passava o chicote, sempre havia algo acontecendo e as pessoas não ficavam vagabundeando nem nada do tipo. Foi meio puxado, mas eu gostei bastante de trabalhar tão duro. Normalmente passamos em torno de 6 semanas no estúdio só pra gravar geralmente tudo, exceto os vocais. Gravar, para nós, apesar de levarmos isso muito a sério, também tem sido uma grande festa para nós. Na verdade estou realmente orgulhoso deste álbum porque foi praticamente gravado em três semanas e está mais bem executado do que qualquer coisa que tenhamos feito até hoje.
Algumas bandas começam a trabalhar em músicas para um novo álbum praticamente assim que o atual está terminado. Vocês são uma dessas bandas ou vocês só escrevem quando chega a hora de começar a pensar em um novo álbum?
Definitivamente não somos uma dessas bandas! Quando um álbum está pronto, nós apenas nos concentramos em fazer turnês. Como você disse, conheço muita gente que consegue escrever em turnê, mas comigo não funciona. Simplesmente o ambiente de turnê, é tão errado para composição, ao menos pra mim. Então nós só nos concentramos na turnê, e quando acaba todo o foco vai para a composição, é assim que funciona pra nós.
Você tem uma certa quantidade de modelos de guitarras ESP de sua assinatura no mercado, há algo novo acontecendo, como novos lançamentos de guitarras por vir?
Bom, na verdade eu venho trabalhando em uma guitarra nova, mas não posso falar as especificações ainda. Mas vai ser praticamente a mesma coisa, alguns detalhes vão ser diferentes.
Já que estamos nesse assunto, como está indo a linha de roupas da Wild Child Industries?
Está indo, você sabe, devagar mas estável. Ainda estamos trabalhando em novos modelos e tal e até agora ainda vale a pena fazer. Nós gostamos de fazer e é tão difícil encontrar camisetas legais hoje em dia que é mais fácil fazer as suas próprias!
Ok, esta é uma pergunta difícil, se você pudesse montar sua formação ideal de um G3, quem você escolheria?
Wow...haha! Bom, Paul Gilbert, Steve Vai e… vamos jogar o Zakk Wylde aí.
Children Of Bodom existe há mais de 15 anos, como a cena metal mudou na Finlândia nesse tempo, é muito diferente do que era quando vocês começaram?
Definitivamente está diferente, ao menos o que eu tenho conseguido acompanhar da cena metal daqui parece que agora é todo o tipo de Folk metal com as pessoas fantasiadas usando peles de urso e coisas do tipo. Isso realmente parece ser a última tendência agora e existem algumas bandas decentes que tocam isso e que eu consigo ouvir. Quando começamos era diferente, havia ou bandas bem undergournd de extreme death metal ou bandas mais no estilo Helloween anos 80, como Stratovarius. E também só o fato de o quão grande o metal se tornou nesses 15 anos. O metal aqui na Finlândia é seriamente considerado mainstream e é meio que como uma faca de dois gumes. É uma coisa boa com álbuns e vendas, mas o que me atraía no metal era toda essa natureza rebelde, como se fosse algo nosso, não uma coisa de “diversão para toda a família”! Mas o que eu posso fazer, não posso reclamar!
Fonte: May The Rock Be With You
domingo, 31 de julho de 2011
Entrevista com o Roope Latvala
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Entrevista com Janne Wirman
Janne Wirman da Finlândia começou a tocar piano aos cinco anos de idade. Depois de se formar no Helsinki Pop & Jazz conservatory, foi convidado a participar do CHILDREN OF BODOM no teclado. CHILDREN OF BODOM recentemente lançou seu sétimo álbum de estúdio, Relentless Reckless Forever (Spinefarm Records, 2011) e estão em turnê divulgando o álbum. Eles estão atualmente na parte norte-americana de "The Ugly World Tour 2011". Metal-Rules entrevistou Wirman depois da apresentação em Calgary, Alta, no MacEwan Hall em 30 de junho de 2011.
Como foi o show essa noite?
Foi bom. Ouvi dizer que tiveram alguns problemas técnicos na parte do crew. Alguns PA's estavam falhando, não estavam funcionando bem, e as luzes estavam estranhas. Na última vez que tocamos aqui, tocamos em outro palco.
Vocês tocaram no palco de baixo na última vez que estiveram no MacEwan Hall.
Sim, no palco maior. Eu achei que era um espaço bom, mas quando cheguei aqui fiquei sabendo de todos os problemas técnicos e pensei: "m*rda". Mas sabe, no fim ficou tudo bem.
Vocês tiveram uma boa resposta do público.
Sim, tivemos.
Children Of Bodom tem voltado ao oeste do Canadá aproximadamente uma vez por ano nos últimos anos. O que você acha de tocar aqui?
Eu adoro. Nós realmente gostamos do Canadá. E falando de estatísticas, o Canadá se tornou nosso segundo maior mercado depois da Finlândia. Costumava ser o Jpão, mas agora é o Canadá.
E fãs japoneses são conhecidos por serem bem fanáticos quando gostam de uma banda.
É, isso por si só já quer dizer algo.
Como são as reações dos fãs da América do Norte ao ouvir o novo material ao vivo?
Por enquanto boas. Nós fizemos quatro shows... não, cinco shows antes desse. A turnê ainda está fresca, mas até agora está boa.
Qual música do novo álbum é a sua favorita para tocar ao vivo?
Eu tenho respondido que é a primeira faixa do álbum ("Not My Funeral"). É estranho porque é a mais longa, mas de certa forma funciona como abertura para o álbum e funciona como abertura para o show. Quando estávamos montando a ordem das músicas eu dizia "como vocês podem colocar a mais longa primeiro? Não vai dar certo", mas de alguma maneira dá certo.
Qual música tem sua parte favorita no teclado?
Tenho recebido muitos elogios pelo solo de teclado em "Shovel Knockout". Estou bem orgulhoso dele.
O que você faz para aquecer antes de um show?
Não faço nada. Visto as roupas que vou usar no palco ou qualquer coisa e é isso.
Vocês tiveram muito estímulo da outra banda incluída nessa turnê?
Pra ser completamente honesto, não. Mas nós meio que nunca temos. Às vezes nos dão uma lista. Agora é a época dos festivais de verão, então fazer turnê aqui, agora, não tem sentido nenhum, mas nós queríamos fazer turnê com o lançamento do álbum, então ainda não passou muito tempo depois do lançamento.
Eu sei que vocês fizeram turnê pela Europa primeiro, para divulgar o álbum.
Sim, dessa vez.
Você está gostando de fazer turnê com os canadenses do Devin Townsend Project?
Sim, completamente. Eu assisti o show deles em Vancouver, que eles quase perderam. Eu vouvi falar que eles ficaram presos na fronteira e depois ônibus estragou. Se eles perdessem o show na cidade natl deles, seria muito chato. Eu assisti o show, tenho recebido muitas perguntas em entrevistas do tipo "não é uma combinação estranha?" mas eu não sei, é legal.
Bem, as bandas nessa tour parecem ser compostas por ótimos músicos em geral, então todos têm isso em comum.
É, eu não acho que seja estranho. Eu acho que funciona bem.
Você listou Jens Johnnsson do Stratovarious como sua influência primária. Algum tecladista novo chamou sua atenção?
Infelizmente não. I confiro bandas novas às vezes, mas ao mesmo tempo sou preguiçoso e posso ter perdido centenas de bandas que possam ter teclados. Mas pra ser honesto eu não ouvi ninguem que eu daria algum crédito.
A medida que seu estilo musical evolui, é difícil às vezes achar uma nova fórmula?
Não porque nós realmente não pensamos nisso. Nós só fazemos o que parece natural no momento. Não estou dizendo que cometemos muitos erros. Não é que ouvimos nossos álbuns e dizemos “Que porra a gente tava pensando?”, nada tão drástico, mas seria uma bosta sentar e analisar as músicas. Nós só fazemos o que parece natural e eu vou defender cada álbum e tudo que fizemos à medida que os tempos mudaram.
Você parece ter uma ótima relação com os fãs, e você sai para conhecer os fãs. Você tem alguma história interessante ou maluca de algum encontro com um fã que você poderia compartilhar?
Haveriam tantas... Sempre que alguém toca no assunto eu não consigo pensar em nenhuma. Tem muita coisa estranha que acontece. Eu realmente não gosto da situação quando um fã pede pra você assinar o braço dele ou alguma coisa e depois falam que vão tatuar aquilo. Uma vez eu estava muito bêbado na Alemanha e estava tipo “Fuck, não, você não vai tatuar isso” e só fiz um “x” em cima da assinatura e ele tatuou de qualquer jeito. Isso não é bom.
Ele te mandou uma foto?
Não, eu só vi ele na turnê européia dois meses atrás. Fiquei tipo “Fuck, por que você fez isso?”
A banda tem uma reputação de “farrear” bastante. Vocês se limitam em quanto se divertir antes de um show?
Completamente. Nós não bebemos antes de um show. Talvez um máximo de duas cervejas antes do show. Quer dizer, eu bebo muito durante o show como você pode ter notado, mas nós não bebemos antes do show.
Eu notei que às vezes você faz uns intervalos entre as partes com teclados. No que você pensa?
É divertido, sabe, às vezes eu penso em trocar os freios do meu carro de corrida, mas sim, eu faço uns intervalos. Normalmente eu desço pra encontrar os caras do crew, meus técnicos, dizer oi, tomar um drink e depois vagar de volta pro palco.
Está acontecendo alguma coisa relacionada às suas corridas agora que você está em turnê?
Não! Porque estamos em turnê o tempo todo. Eu adoraria estar em casa, porque, sabe, é a temporada na Finlândia. Metade do ano neva e fica tudo cheio de gelo e não dá pra fazer bosta nenhuma. Eu adoro estar em turnê, sim, mas eu também gostaria de alguma vez passar uma temporada inteira na Finlândia para correr.
Com que frequência você pratica e o que seu treino envolve?
Hoje em dia realmente varia. Quando estou em casa – agora eu tenho um pequeno estúdio de gravação lá – eu vou lá pra fazer jams e tocar as coisas mais aleatórias de música pop ou qualquer coisa. Eu não chamo isso de praticar, mas de certa forma é. Nós costumávamos praticar pra c*ralho quando éramos mais novos. Tínhamos ensaio da banda cinco ou seis vezes por semana, mesmo que não tivéssemos nada marcado como uma turnê ou um álbum. Hoje em dia, por sorte, a banda está mais tranquila e não praticamos mais tanto. Eu só pego um copo de um bom whiskey e vou para meu home studio, e só toco um pouco. Não é realmente praticar, mas ao menos é tocar.
Eu sei que tocar piano e teclado é muito diferente para muitas pessoas. Com que frequência você volta ao piano?
Cara, essa é uma pergunta muito boa porque eu não toco. Eu não tenho um piano e não tenho tocado em um por anos e me odeio por isso. Eu sou muito exigente com pianos mas eu realmente deveria ter comprado um Steinway Grand ou um Yamaha Grand ao invés de um carro esportivo. Mas eu não comprei. Eu realmente preciso comprar um piano para voltar a tocar.
Se você pudesse ter qualquer habilidade não musical, qual seria? E não pode ser relacionado com corridas de carros.
Não musical? Merda. E não relacionado a corridas de carros? Você arruinou tudo. Eu sou bem talentoso, eu não preciso de nada.
Creio que essa seja uma boa resposta.
Na verdade eu queria saber nadar melhor. Ele (Henkka Seppälä) nada muito e isso o mantém em boa forma. Às vezes eu gostaria de ter talento pra fazer algo esportivo. Mas eu não tenho.
Qual a sua comida preferida em turnê?
Taco Bell. É tão ruim que é bom.
Qual sabor você geralmente escolhe?
Quesadilla.
O que você gosta de fazer nos seus dias de folga quando está em turnê?
Eu adoro dias de folga. O que eu faço é pegar um quarto de hotel e o que eu não faço é sair com os caras da banda. Eu gosto de sair sozinho.
Tem algo que você gostaria que um entrevistador tivesse lhe perguntado mas não perguntaram?
Oh shit, essa é uma pergunta muito boa. Provavelmente haveria. Até então vocês têm tido perguntas bem inteligentes.
Mais alguma coisa que você gostaria que os fãs soubessem?
Eu gostaria que nossos fãs soubessem que amamos o Canadá e adoramos voltar aqui. Como eu disse, É nosso segundo maior mercado depois da Finlândia e é demais. Adoramos os shows aqui, adoramos os fãs aqui e eu realmente espero continuar voltando.
Fonte: Metal-Rules
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Entrevista com Janne Wirman no Metal Messiah Radio!
Hoje -quinta-feira, 14 de julho de 2011- haverá uma entrevista no rádio online Metal Messiah Radio com o Janne Wirman, às 21hs (horário EST). O rádio é disponível em todo mundo. No Brasil, portanto, o horário vai variar; para os fãs brasileiros recomendamos que confiram o horário da zona EST no seguinte site: http://wwp.greenwichmeantime.com/time-zone/usa/eastern-time/
Fonte: www.metalmessiahradio.com ; www.facebook.com/childrenofbodom
Fonte: www.metalmessiahradio.com ; www.facebook.com/childrenofbodom
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